Atestado de óbito
Domingo, 13 de Abril de 2008
Está decretado o fim deste blog. A partir de agora, aqui:
http://naoestoula.wordpress.com
Irônico, este post? Talvez, mas ficou legal!
O fim deste blog?
Domingo, 13 de Abril de 2008
Este não é o blog que eu sempre quis ter. O que é uma pena, porque afinal gosto muito daqui: do nome, do sistema de postagem do WordPress e tudo o mais. Pode até não parecer, visto a escassez de posts, mas eu gosto muito daqui.
Eu poderia bancar o blog dropper que sou, abandonar de vez (ou deletar) este espaço e começar um novo, mas não sei se estou disposto a isso. Eu gosto deste nome (Filosofias de Calçada), e se apagar o blog ele ficará inutilizado, ao menos para ser usado no WordPress. Ao mesmo tempo, não sei se teria como “salvar” isto tudo aqui.
Na verdade, tem já um tempo que perdi o jeito pra escrever: desde que entrei na faculdade e comecei a ter que ler textos em juridiquês. Sério, juristas escrevem mal pra caramba. Outro dia, por exemplo, redescobri que posto que não é uma conjunção causativa nem explicativa, mas concessiva. Pode? Preciso urgente de uma gramática da Língua Portuguesa.
Enquanto isso, continuamos com a enrolação. Até a noite tento me decidir quanto ao futuro deste blog.
Sinal de franca decadência
Sábado, 05 de Abril de 2008
E de que você precisa urgente fazer o supermercado e arranjar tempo pra cozinhar é quando o entregador do Giraffa’s já aprendeu o seu nome.
Efemérides
Quarta-feira, 26 de Março de 2008
OK. Assisti a no máximo uns dois ou três episódios desta edição do Big Brother (oito edições? Ai, meu saco!), já achando muito, e só sabia o que acontecia dentro daquela casa de ouvir comentários dos amigos. Hoje, por exemplo, fiquei sabendo que minha conterrânea burra, que não lava os cabelos e que, pelo que se diz no Piauí, é pop star na França, perdeu o grande prêmio pro emo que se dizia músico mas não sabia o que era frevo, por diferença de menos de 1%.
Sinceramente? Isso não me faz a menor diferença. Sei que tem a velha história de o povo piauiense ter baixa auto-estima, e precisar se afirmar, e blá blá blá, mas não é através de uma guria que mal sabe falar português e que, a rigor, nem piauiense é (não vou entrar aqui na velha picuinha Teresina-Timon e Piauí-Maranhão; basta saber que ela nasceu na terra do babaçu, do outro lado do Parnaíba) que isso vai acontecer.
Olhando alguns portais de notícias piauienses, vi dezenas de reportagens reclamando de manipulação dos votos, fraude, mudança de regras do reality show, etc. Não vou linkar nenhuma, já que não passam de demonstrações irracionais de um orgulho mais ferido do que deveria. Só uma delas me chamou a atenção, sobre o prefeito de Tereinsa, Sílvio Mendes:
O prefeito Silvio Mendes (PSDB) fez duras críticas à imprensa na manhã desta quarta-feira (26/03), durante solenidade de abertura da I Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada no auditório Professor Odilon Nunes, zona Norte de Teresina.
Para ele, a imprensa do Piauí preferiu dar destaque à notícia da participação da piauiense Gyselle Soares no Big Brother Brasil 8, programa reality show da TV Globo em que a mesma disputou a final, valendo o prêmio de R$ 1 milhão, do que a notícia de que a Educação de Teresina foi considerada uma das melhores do País.
Pra quem acha que PSDB é do demo, taí. E não, eui não sou neoliberal. Não sei que orientação política eu sigo, nem este blog é lugar para essas discussões. Só é bom saber que nem todo mundo se deixa levar por essas coisas de Big Brother, até porque daqui a algum tempo ninguém mais se lembrará disso.
E que não venham as próximas edições!
Questões de domingo
Domingo, 23 de Março de 2008
Está decidido. Não consigo mais me concentrar por muito tempo numa única atividade. Não consigo mais assistir a um filme, por exemplo. Atá pra assistir desenho animado tá difícil. Se começo a ler alguma coisa, no terceiro parágrafo já estou com a cabeça em outro lugar. Ouvir música por horas a fio como sempre fiz, então, nem se fala. Não sei mais ficar muito tempo deitado. Sentado ou caminhando também não. Falta-me paciência até pra cozinhar, meu hobby já de algum tempo. Ficar na internet também não dá. Atualizar o blog? Tá de brincadeira, né?
Detalhe que, ao mesmo tempo, me esforço pra praticar exercícios de concentração e criação do meu Sanctum no astral (Sim, tenho andado místico/esotérico ultimamente; vai me julgar por isso?). E nesses exercícios, é preciso primeiro esvaziar por completo a mente, coisa que ainda não consegui. Seria isso alguma espécie de compensação? Pra conseguir esvaziar minha mente por uns momentos, eu preciso então transferir todo o turbilhão de pensamentos que em geral toma conta dela pra todas as outras ocasiões? Ou será que a combinação de feriado mais fim de semana abandonado, solitário e ligeiramente resfriado afetaram minha cabeça?
Enfim… Mais uma daquelas questões de domingo à noite que às vezes parecem só ocorrer a mim. Aposto que, se ficar acordado por mais tempo, vou acabar descobrindo todas as respostas sobre a vida, o universo e tudo mais; ou não. Domingos à noite são bizarros.
Só digo uma coisa
Sexta-Feira, 21 de Março de 2008
Ver um bando de marmanjos semi-bêbados cantando a Canção pra Você Viver Mais é, no mínimo, estranho.
Boas notícias e roupas novas
Sábado, 15 de Março de 2008
Ontem à noite, umas oito e cinqüenta, minha mãe me ligou duas vezes. Juntando uma boa dose de mau humor com outra de preguiça (o celular estava bem longe de mim), deixei-o tocar até desligar. Ela mandou, então, uma mensagem, que eu li bem depois. Era uma boa notícia tanto para ela quanto para mim que ela quis compartilhar, e eu, egoísta, não permiti que isso acontecesse. Não pude retornar a ligação, e provavelmente não poderei fazê-lo até segunda-feira. Ela me ligou logo antes de pegar estrada, e agora está fora da área de cobertura da TIM. Podem me xingar à vontade, eu mereço. Mas algum dia eu aprendo a ser uma pessoa decente.
Sigamos em frente. Não é à toa que meu mapa astral diz que sou um herói da resistência, um “sobrevivente de intempéries”, “resistente a situações físicas e psicológicas bem difíceis”. Aproveitando que a boa notícia era de cunho financeiro, saí para comprar roupas novas para usar no estágio (não importa quantas vezes o orkut diga que vou ganhar roupas novas, isso só acontece quando vou lá eu mesmo e as compro). E assim segui para o shopping.
Assim que entrei no templo capitalista, uma pessoa completamente aleatória veio me inquirir se eu gostaria de comprar um carro. O carro estava parado ali, na praça central do shopping, e eu fiquei embasbacado. Só consigo lembrar que era azul, e sei que era da Fiat por conta de uma plaquinha ao lado dele, dizendo Consórcio Fiat. Eu morro de vontade de ter um carro. Muito mais que me quebrar um galho, um carro me derrubaria uma árvore secular. Metaforicamente, óbvio: árvores seculares merecem ser preservadas. Mas eu sou um reles estudante – um reles escragiário, no máximo –, sem a menor condição de comprar um carro, ainda que por meio de consórcio. Aliás, que coisa de pobre é consórcio! (Nessas horas é possível ver o quanto sou pequeno-burguês, que coisa mais triste). Mas ainda assim, seria uma rara oportunidade de ganhar um carro (em vez de roupas novas, o orkut bem que podia dizer: “Você vai ganhar um carro novo”), e foi com muito pesar que menti com um “Não, obrigado”. Quem sabe da próxima vez eu vá ao menos ver quais são as condições e sonhar um pouco?
E na volta pra casa: chuva!






