Divagações para matar tempo no estágio
Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
Queria dizer que a chuva não deixou eu vir para o estágio, e que passei a tarde em casa vendo filmes ou desenho animado, mas não posso – a menos que eu quisesse escrever um post de ficcção, o que não é bem o caso. A chuva serviu só pra assustar e me dar um pequenho banho no caminho para cá. Uma pena, porque hoje parece o dia perfeito para cair um toró. Não parece uma e meia da tarde; parece que o sol tá se pondo, já que só o que dá pra ver é um pouco de luz a oeste. Tá tudo nublado, uma coisa linda. (A Karol decidiu que não gosta mais de dias nublados, mas eu sou tão apaixonado por eles quanto sempre fui).
(Enquanto eu fico aqui divagando, o José Rinaldo espera por um parecer opinando pela extinção da punibilidade no processo penal que ele tá enfrentando, mas eu não tô nem aí pra ele. Aliás, hoje à tarde eu não estou neste mundo).
Tem algo mágico sobre dias como hoje. Uma reles segunda-feira, sem nada de especial (à exceção, talvez, do fato de não parecer ser uma hora e meia da tarde), em que eu não tenho dinheiro nem pra ir ao cinema com os amigos depois do estágio, aproveitando as promoções do mês, mas ainda assim tem algo de mágico no ar. Pelo menos para mim. Acho que não saberia explicar, pelo menos não num post escrito às pressas enquanto eu deveria estar fazendo meu serviço.
(E o José Rinaldo, coitado, esperando. Tem dois meses que ele espera por esse parecer que não quer sair).
Nessas horas, acho que um disco voador bem que poderia chegar e pousar sobre o restaurante aqui do lugar onde eu estagio (não, não pretendo espalhar internet afora onde é, mas pode acreditar que parece mesmo um espaçoporto). Quando os reptilianos decidirem invadir o Brasil, têm que começar aqui por este pedacinho de Brasília.
Minha vontade é de, já que estou aqui, ficar divagando sem precisar chegar a nenhuma conclusão, mas infelizmente não posso. O processo do José Rinaldo daqui a pouco vai levantar, colocar a mão na cintura, inclinar-se pra frente e merguntar algo tipo “Como é que é? Sai esse parecer ou não sai?” É melhor deixar este post assim mesmo, mal-escrito, mal-ajambrado, sem revisão e sem sentido, e cuidar do serviço. Afinal, é pra isso que eu sou (parcamente) pago. E eu ando precisando do salário.







Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008 at 23:45
penso = vc nessas últimas semanas
Sério que você conseguiu identificar uma linha de pensamento por trás deste post? Nem eu que escrevi sei qual é ela… :p Impressionado, cara.
Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008 at 15:02
Só pra registrar que li seus posts, já terminei um parecer do tipo ‘não conhecimento do recurso’, mas vou ficar 1 hora e 40 minutos enrolando até a hora de ir embora…
Renata, sua vagal :p