Qualquer-coisa

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Vez em quando algum bandido (aliás, dizer suposto bandido é muito mais condizente com o trabalho que eu faço aqui no estágio) resolve ficar esperando por um parecer aqui na minha mesa enquanto eu fico divagando, com a cabeça bem longe daqui. Hoje é a vez do Osvaldo, cara gente finíssima que responde a três ações criminais de uma vez. Hoje, o que me impede de cuidar logo do processo dele é a chuva, que tá tão bonita lá fora. (Vencedores do Oscar? Hoje, minhas divagações passam longe disso). Geralmente dá pra ver uma parte da Esplanada aqui da janela: hoje, só dá pra ver o borrão ao longe.

(Nessas horas eu me preocupo em como vou voltar pra casa, já que não tenho um carro nem um guarda-chuva, mesmo que ainda faltem umas quatro horas pra poder ir embora. aliás, quem quiser me dar um de presente, eu aceito. Tanto o carro quanto o guarda-chuva).

A vontade que eu tenho mesmo é de estar lá fora, pulando no teto do restaurante (já mencionei que ele parece um local de pouso de espaçonaves?) e cantando Singin’ in the Rain. Quem sabe desse pra fazer como n’O Guia do Mochileiro das Galáxias e pegar carona com um disco voador, pra depois sair por aí tomando dinamites pangaláticas até chegar a Milliways, o restaurante no fim do Universo… Só acho que dispensaria ter que ouvir poesia vogon. Ó, fragúndio bugalhostro…

Às vezes, acho que seria melhor divagar menos e cuidar mais da minha vida. Mas logo depois eu mudo de idéia: o mundo acabaria se tornando um lugar bem menos divertido.

(Pequeno update quase três horas depois de ter escrito o post: são 5 da tarde, mas as nuvens escuras no céu fazem parecer que já são umas 7. Será que consigo voltar seco pra casa? Ao menos o Osvaldo ganhou o tal parecer…)

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